Zona de Conforto Político - Ação & Omissão
João LEAL Neto - Candidato a Deputado Distrital
Por muito respeito que se tenha por alguns membros ilustres da atual legislatura, o que ficou constatado, de modo geral, foi completa inércia da Câmara Legislativa, diante do recente descalabro político que tomou conta do Distrito Federal.
Foi notório que somente se adotaram medidas efetivas, e com relutância, após terem sido, incisivamente, ameaçados pela possibilidade de uma intervenção federal.
Devemos, assim, ter muito clara a percepção de que os integrantes da atual legislatura, sem exceção, por ação ou omissão, também foram, mais ou menos, cúmplices dessa situação vergonhosa, que enxovalhou a vida política da Cidade.
Logo, é preciso ter melhor lucidez e firme convicção sobre a necessidade imperiosa de termos de promover a mais ampla, geral e irrestrita renovação nos quadros de representação política, no Distrito Federal, nestas eleições 2010.
Na próxima legislatura, não basta ter apenas “ficha limpa”. É preciso ter espírito público e coragem moral, para o representante legislativo ser, efetivamente, voz transformadora dos anseios populares em ação política edificante de bem-estar social, com fundamento em irretocável desempenho ético.
Caso contrário, próximos representantes distritais poderão correr o risco de virem a tornar-se, também, omissos no papel fiscalizador sobre atos cometidos por membros da própria legislatura, seja para ficarem em zona de conforto e acomodação política, seja por fisiologismos ou corporativismos.
Eu tenho-me posicionado, decisivamente, contra os malefícios da requisição funcional permissiva entre os poderes, da promiscuidade entre o interesse público e o privado, o fisiologismo e a adesão clientelista das coalizões.
A seriedade no trato da coisa pública e o respeito aos anseios da população são fundamentos de nova visão de futuro, para nossa Cidade, visando resgatar a auto-estima e o orgulho de ser Brasiliense. Assim, eu LEAL ao voto do Eleitor, não aceitarei cargo político em outro poder. Estarei à frente do mandato, do primeiro ao último dia da legislatura.
A promiscuidade e a falta de escrúpulos, por parte de alguns governos de plantão, leva ao absurdo da apropriação partidária indébita, até mesmo, das próprias formas legais e cores de símbolos institucionais e brasões públicos, do Distrito Federal. É preciso maior respeito pelos símbolos que identificam nossa Cidade, e, assim, lutarei para que seja proibida essa mudança abusiva, ou qualquer alusão a motivos de natureza ideológica, ou de marketing partidário.
Minha visão política me diz que nossa democracia ainda está fragilizada, e precisa de evolução e aprimoramentos, por muito que se alardeie sua consolidação. É preciso re-fundar a república. Entendo que a sociedade-contribuinte que, no Brasil, todo ano trabalha 05 (cinco) meses apenas para pagar impostos, precisa retirar os políticos profissionais, da zona de conforto em que se colocam após cada eleição.
De outro lado, entendo que um sistema político sério, mais evoluído e menos oneroso para a sociedade, não pode exceder a mais de 05 (cinco) agremiações partidárias, capazes de abrigar todas as vertentes ideológicas, e assegurar o livre exercício democrático interno, nos partidos.
E foi nesse sentido, de acabar com zona de conforto de político eleito, que resolvi, nesta campanha eleitoral, impor-me publicamente o desafio de, após primeiro ano da legislatura, levar consulta à população do Distrito Federal, quando os Brasilienses poderão determinar o destino político a ser dado à Câmara Legislativa. O Distrito Federal precisa retornar ao eixo da decência perdida, na vida pública.
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